DR. NUNO FRADINHO

Escolhi ser cirurgião plástico para conciliar dois mundos que tive, a certo momento, de separar enquanto estudante: a ciência e a arte. Nesta especialidade consigo aproximar o rigor necessário à execução de atos médico-cirúrgicos precisos com a liberdade criativa da interpretação estética.

Frequentou o ensino básico e secundário na sua cidade natal, o Porto. Teve desde cedo uma predisposição para as áreas das Ciências e das Artes, talvez devido às suas influências familiares: o lado paterno, mais criativo e artístico – arquitetura, trabalho artesão – e o lado materno, mais orientado para as profissões técnicas e linguísticas – ensino de línguas, topografia, engenharia. Esta dicotomia acompanhou-o sempre, mesmo que subconscientemente, ao longo do seu percurso formativo.

Estudou Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP), onde também desenvolveu o gosto pelas atividades organizativas e associativas que caracterizam o espírito estudantil universitário multifacetado e enriquecedor, tendo sido presidente da Associação de Estudantes, entre outras atividades. Frequentou o último ano do curso de Medicina na prestigiada Faculdade de Medicina da Universidade de Pavia, em Itália.

Curiosamente, fez a sua aproximação ao mundo da Cirurgia Plástica através dos livros, uma vez que o Hospital de Santo António, onde frequentou os anos clínicos do curso, não possuía na altura essa valência. A descoberta de um manual de cirurgia plástica na Biblioteca antiga do ICBAS-UP enquanto fazia um trabalho para outra disciplina foi um momento marcante:

Confesso que não era um frequentador assíduo da biblioteca, apesar de ser um local com o carisma e peso da história. Fazia-me falta o burburinho dos cafés e esplanadas do Porto para me concentrar a estudar durante horas a fio! Mas daquela vez, por necessidade, fui pesquisar na estante dos livros de cirurgia e encontrei aquele manual. Agora percebo que era um manual antigo, com fotografias a preto e branco, de cirurgias incríveis que desconhecia: um pedaço de pele do antebraço para reconstruir o nariz, músculo do dorso para a mama, reconstruções dos lábios, cirurgias estéticas com o antes e depois… pareceu-me logo que ali havia originalidade, criatividade, risco associado ao rigor, sentido estético no que se fazia, e alguma cor que contrastava com o mundo cinzento dos livros de Medicina. Esses foram os condimentos que cunharam a minha pretensão futura de escolher a Cirurgia Plástica como profissão.

Depois de um ano de prática generalista – o Ano Comum – no Hospital de Faro, ingressou na Formação Específica de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética no Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital de São José. Durante a sua formação procurou satisfazer o seu espírito curioso ao contactar com a maioria das áreas em que a Cirurgia Plástica intervém. Realizou estágios no estrangeiro, dos quais se destaca a cirurgia da mão no Institut de la Main (Paris), a microcirurgia no Chang Gung Memorial Hospital (Taiwan) e no Tokyo University Hospital (Japão), a cirurgia facial no Hospital das Clínicas (São Paulo) e no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Recife), e a cirurgia estética no Instituto Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro). Ao mesmo tempo, manteve uma presença constante em cargos associativos e de gestão ao nível da formação médica – na Ordem dos Médicos e nos órgãos de gestão do internato médico da ACSS e da ARS Lisboa e Vale do Tejo.

É especialista em Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética desde 2015, estando inscrito no respetivo Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos e, desde o mesmo ano, é Fellow do Board Europeu de Cirurgia Plástica (EBOPRAS). Exerce funções como Assistente Hospitalar de Cirurgia Plástica no Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de São José), e está ligado principalmente às áreas de intervenção da Reconstrução Mamária e Microcirurgia Reconstrutiva. É também Assessor da Direção do Internato Médico do Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Trabalha como cirurgião plástico no Hospital CUF Infante Santo, no Hospital CUF Torres Vedras e na Clínica CUF de Mafra. Faz parte da Direção da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética e, em 2016, foi eleito membro do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos. Nesta instituição pertence ao Conselho Nacional da Pós-Graduação e é representante na Comissão Regional do Internato Médico de Lisboa e Vale do Tejo.

Em 2018 assumiu um novo desafio na área da cirurgia estética, onde passa a centralizar a sua atividade no setor privado – a Clínica MyMoment, com a qual se identifica e partilha os mesmos princípios orientadores:

Um trabalho de equipa para garantirmos a prestação de atos médicos de elevada qualidade, com a máxima segurança e o maior respeito pelos nossos pacientes. Só assim podemos estar constantemente a melhorar e a inovar em Cirurgia Plástica.

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